Mensagens de amor

Como toda boa canceriana que sou, me emociono com facilidade, e principalmente com demonstrações de amor. Achei interessantes as demonstrações de amor abaixo e quis compartilhar com vocês. São singelas e ao mesmo tempo profundas, e demonstram o cuidado de amigos em registrar aqui no plano físico a energia amorosa de seres humanos que por aqui passaram e deixaram suas indeléveis marcas. Que a delicadeza dessas demonstrações de amor possa acalentar a alma de vocês, assim como acalentou a minha.

Dorothy e Robert – almas gêmeas para sempre

Em um banco muito confortável, localizado em um local acolhedor do lindíssimo Royal Botanic Gardens em Sydney. Quase posso afirmar que Dorothy e Robert adoravam reverenciar a vida ali, juntos, cúmplices, admirando a natureza e sentindo-se nutridos do amor que conseguiram construir.

Fred Piper foi um motorista de ônibus que fez a viagem de retorno da rota Cooma-Bega 6 dias na semana durante 28 anos até o dia 15 de agosto de 1947. Nesse dia de inverno o motorista de 55 anos sucumbiu e morreu após escavar a neve que havia coberto a estrada perto daqui (do mirante). Seus longos anos de serviço comunitário foram oficialmente reconhecidos em dezembro de 1951 quando o Memorial Fred Piper foi inaugurado aqui, neste famoso ponto de parada da estrada (Snowy Mountains Highway). “Fred não era apenas um motorista de ônibus, mas um amigo para todos os passageiros, sempre distribuindo sorrisos, e assim tornando a viagem confortável e calorosa.”

Essa placa está localizada no ponto mais alto da Snowy Mountains Highway, bem no coração da Rain Forest. a qual atravessamos na viagem de Sydney até Melbourne. A magnífica paisagem avistada do Memorial Fred Piper é a retratada abaixo.  A energia que permeia o local é encantadora, envolvente e calma, eu diria até mágica, bem  como devem ter sido os sorrisos de Piper.

Vista do Memorial Fred Piper

Em memória amorosa de Teddy (1990 – 2007)

Esse cadeado foi também amorosamente colocado no Memorial Fred Piper, na grade de proteção do mirante. A vista é essa da foto acima, estupenda! Assim que vi a idade com que Teddy deixou nossa querida Terra e voltou a ser anjinho, fiquei triste. Mas a tristeza durou pouco e foi substituída por  uma grande admiração por quem teve a sabedoria e a coragem de transformar dor em amor, e assim celebrar e reverenciar a vida, que não se extingue aqui, mas perpetua-se em outras dimensões.

Essa biblioteca carrega a memória de George Aronowitz. Ele foi um homem que pertenceu à grande fraternidade que ama o Arcanjo Miguel. Nós o conhecemos quando ele viveu na Terra e o amamos por seu espírito luminoso.

Essa placa está em uma das bibliotecas da escola onde estou fazendo o meu curso. O nome da escola é Michael Centre, também uma homenagem ao Arcanjo Miguel. Lendo essa placa tive uma vontade enorme de também ter conhecido George Aronowitz, e sei que vou conhecê-lo quando eu também voltar a ser anjinho. A mensagem transmitida somente me dá mais certeza que escolhi o caminho certo para minha nova profissão: um caminho que reconhece a importância do ser espiritual que também somos.

Agradeço ao Universo, a toda a Grande Família Espiritual, ao meu Eu Superior e ao Eu Superior de todas as pessoas que já cruzaram o meu caminho,  das que agora estão no meu caminho e daquelas que ainda o cruzarão, pela amorosa contribuição para a minha própria evolução. Nesse rol de pessoas também incluo  Dorothy, Robert, Fred Piper, Teddy e George Aronowitz. O divino que há em mim reconhece e admira o divino que há em cada um de vocês. Começo agora a sentir-me apta a poder dar de volta ao mundo tudo o que tenho recebido ao longo desses (quase) 38 anos de vida, e a forma que encontrei de contribuir foi ensinando as criancinhas através de uma pedagogia que reverencia a luz que há em nós. Não vejo a hora de estar em sala de aula e enfim realizar esse sonho, mas também estou alegremente trilhando essa jornada que me levará até lá! Está sendo lindo, e sou muito grata.


Saudades dos amigos

No dia 18 de março ainda estávamos morando no cottage em St.Andrews. Abri meu gmail e havia novos e-mails das minhas amadas amigas Marcinha, Fafá e Veruska. Todas me contavam suas novidades, perguntavam pelas minhas, e diziam que sentiam minha falta e que gostariam de estar ao meu lado para poder contar todas as novidades ao vivo. Nossa, foi a primeira vez que aconteceu de receber mais de uma mensagem de amigos que amo tanto ao mesmo tempo. Bateu uma saudade imensa que fez meu peito doer, mas doer de verdade, dor física. Chorei muito de saudades, e a minha vontade naquele momento era me teletransportar e poder estar ao lado de cada um dos meus amigos queridos. Abraçá-los, beijá-los, conversar, abraçar de novo, beijar de novo, ficar grudada mesmo. A dor que senti e a vontade de estar com vocês foi tão grande que decidi que iria abraçá-los à distância, energeticamente, e assim tentar me nutrir do amor de vocês e também inundá-los com o meu amor. Criei um espaço meditativo e abracei meus amigos, especialmente nomeei  e abracei Kiko, Tati, Marcinha, Vevê, Juju, Fafá e Rita, que são os amigos que têm acompanhado de perto os meus passos desde que saí do Brasil – mas enviei amor a todos os meus amigos queridos. Ao abraçar cada um de vocês, primeiro chorei lágrimas doloridas, declarei meu amor, e depois chorei lágrimas de alívio, pois realmente me senti nutrida pelo amor de vocês. Sei que nesse momento especial estivemos juntos em um espaço dimensional ao qual não conseguimos ainda perceber, mas foi real, e aliviou de verdade a minha dor, transformando-a em paz e calor. Diego estava presente, tirou algumas fotos dos momentos em que estava no meu espaço meditativo enviando/recebendo amor e também se emocionou. Depois o abracei e nele também pude sentir cada um e todos vocês. Quando o beijei, beijei também vocês, e quando o abracei, abracei também vocês. Foi um momento lindo, especial, desses em que temos certeza de que há realmente muito mais coisas e mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia, como sabiamente afirmou William Shakespeare. Obrigada amados amigos por tão lindo amor! Amo muito vocês, muito mais do que palavras podem expressar.


Trabalhando em terras australianas

Como eu já contei para vocês, por enquanto meu emprego é limpar o jardim-de-infância da escola. Eu e minha colega Manda, uma doçura de menina nascida na Indonésia, temos que varrer e passar enceradeira no salão de atividades e no escritório da professora, e varrer e limpar os banheiros. Isso nos toma cerca de uma hora e meia por dia, exceto às sextas-feiras quando também temos que passar cera antes de polir – nesse dia gastamos quase 3 horas. Eu sou super alérgica a poeira, e faço a limpeza usando máscara. Há dias em que fico meio ruinzinha da alergia, mas estou feliz por estar realizando o meu sonho aqui na Austrália e farei o que for preciso para completar meu curso. Há muita oferta de emprego na minha área de trabalho (administração e finanças) mas o horário do curso não me permite trabalhar horário integral, aí fico restrita aos empregos de meio período. Mas esses serviços de cleaning são bem pagos aqui (eu recebo AUD 22 por hora), mais do que os de garçonete para os quais também quero me inscrever. Enquanto faço a limpeza fico sonhando com o dia em que enfim estarei dando aula em um jardim-de-infância, cercada de crianças!

As fotos abaixo tiramos em um dia em que Diego foi me buscar lá na escola após a limpeza.

Fazendo Ginástica Bothmer.

Posando de modelo 🙂

Curtindo o Astro-Rei!

A área de trabalho do Diego é uma história à parte. A cada dia há cerca de 30 novas vagas na área de TI – é impressionante. Nós nos permitimos um mês de férias após nossa chegada, ou seja, durante um mês não nos preocupamos em procurar emprego, mas apenas em adaptar-se à nova realidade, nova cultura e tentar nos acomodar no local de moradia. Após esse período Diego começou a procurar emprego: ele mandava currículo diariamente para várias empresas e nada. Ele passou por momentos de insegurança mas eu sempre tentava acalmá-lo pois para mim era certo que o Universo estava apenas concedendo um tempo livre para que ele pudesse finalizar o próprio site, o qual abrange suas três área de atuação: TI, música e fotografia. E foi exatamente o que aconteceu: ele dedicou-se à construção do site que ficou lindo (www.diegotrigo.com), e quando ele já estava quase no final, as buscas de emprego começaram a dar resultado – o Universo é mesmo perfeito! Ele já tem três clientes australianos para construção de wepages e cuja contratação deveu-se em grande parte ao resultado visto no site pessoal do Diego, e dois novos clientes de Brasília, também para construção de webpages. Um desses clientes australianos, o marido da Carolina, o qual também atua na área de TI,  ofereceu uma parceria ao Diego: na página da empresa dele o Diego vai colocar um link para seus serviços de webdesign. Além disso, na próxima sexta-feira dia 09 de abril, Diego vai tocar com uma banda chamada Soul Deep, cujo setlist traz o melhor do funk & soul internacional, ou seja, meu gatão tem muito potencial para arrasar em terras australianas e em qualquer outro lugar do mundo em que ele estiver! E sexta-feira que vem vou me acabar de dançar!! Uhu!!!!!!!!!


Brincando de modelo

Eu e Diego fomos convidados pela Carolina Aguillera, cujos filhos também estudam na escola Steiner e cujo marido foi o primeiro cliente do Diego para construção de webpage aqui na Austrália, para desfilarmos na fashion parade da festa Ventana Latina 2010 no dia 13 de março. Esta festa acontece anualmente na praia de Frankston e visa celebrar a cultura latino americana, portuguesa e espanhola.

http://www.frankston.vic.gov.au/Events_-_Whats_On/index.aspx?itemDetails=13631&objectType=kms&selDate=2010-03-13

Foi divertido desfilar! Foi uma experiência nova, entre jovens (eu poderia ser tia de todos!) que também nunca haviam desfilado. Éramos amadores e voluntários, contribuindo para a realização de uma festa linda em um local também lindo! A Carolina pagou um hotel para nos hospedarmos na véspera do evento, e pudemos curtir a praia!!!! Foi nosso primeiro banho no Oceano Pacífico, em uma praia de água transparente, fria e revigorante.

Muitas gaivotas!

Descansando uma perninha…

Água-viva

Eu catando conchinhas…

De calça jeans na praia…. nunca imaginei…. mas no fim do dia começou a esfriar 🙂

O pôr-do-sol foi maravilhoso!

Sombra do meu fotógrafo predileto, marido, melhor amigo, companheiro de jornada…. e por aí vai 🙂

Esplendoroso Astro-Rei dando adeus mais uma vez…. e amanhã começa tudo de novo! Obrigada Mãe Gaia!

No dia seguinte o desfile aconteceu às 13hs. Foi rápido, eram apenas 3 músicas, mas nos divertimos até! Assim que tivermos fotos vou postar aqui – estou esperando nos enviarem.

Após o desfile eu fiz uma demonstração para as crianças de como fazer brigadeiro. Foi muito gostoso também. As criancinhas me ajudaram a enrolar as bolinhas – foi uma curtição!

Essa senhorinha super simpática é a Anne, ficou ao meu lado batendo papo enquanto eu fazia o brigadeiro.

Durante a demonstração as pessoas podiam fazer perguntas e eu contei sobre a história de como surgiu o brigadeiro (santa internet!).

Depois passei para o lado de lá do balcão para enrolar as bolinhas de brigadeiro junto com as crianças 🙂

Ah, e pudemos comer feijoadaaaaaaaaa!!!! Mal pudemos acreditar! Faltou a farofa, a couve e a laranja (humpf!), mas só de sentir o sabor do feijão preto e da carne de porco, foi uma maravilha! Mas agora uma novidade bombástica (rsrs): vou poder fazer minha própria feijoada, pois meu super maridão descobriu um mercado bem perto daqui de casa que vende feijão preto. Pensem numa brasileira feliz = eu cozinhando e comendo feijoada na Austrália! Já descobrimos também onde comprar farofa pronta (a nossa Yoki), e a couve ainda permanece um mistério: sempre procuro mas ainda não vi nenhuma folhagem parecida…. tem uma tal de silverbeet que até parece prima da couve, mas ainda não arrisquei… conto depois o resultado da minha aventura “Feijoada na Austrália”!


Irmão de alma

Ricky Ozimo é uma dessas pessoas ao lado de quem nos sentimos à vontade desde o primeiro oi. Mágico renomado, ganhador de vários prêmios, já tendo inclusive se apresentado em Hollywood, o cara é dono de um coração imenso, é doce e cativante. Ele fez muito sucesso por vários anos, ganhou muito dinheiro, mas é outra pessoa que também decidiu mudar de caminho e seguir o convite da sua alma. Abandonou a mágica (ainda não sabe se temporária ou definitivamente… de vez em quando me deixa maravilhada com algumas mágicas singelas e inesperadas), hoje mora em uma linda casa (que ele próprio construiu) em St.Andrews, dedica-se à música (toca gaita e sax) e à carpintaria, artes através das quais ele também mostra seu talento. Ele é amigo da dona do cottage em que moramos e o conhecemos durante um show da banda dele, Black Cat Bone, no St.Andrews Pub (http://www.standrewspub.com/). Ele e Diego identificaram-se desde o primeiro momento. Ambos são virginianos e agora se denominam “brothers”. Ele tem um sax tenor marca Selmer Mark VI com boquilha David Guardala, exatamente o sonho de consumo do Diego, algo em torno de AUD 10.000. Quando fomos conhecer a casa dele, Diego matou a vontade de tocar essa peça de arte musical – parecia criança, foi bonito de ver J E o Ricky acabou comprando um sax soprano inspirado no do Diego, que ele tocou e gostou. Diego vai tocar com a banda dele no próximo show que eles farão no St.Andrews Pub – vou gravar e mostro para vocês! Abaixo dois videos do Ricky fazendo mágica e música:

http://www.youtube.com/watch#!v=3v9NaTm81oQ&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=9bZiNLOdhys


Melbourne City

A cidade de Melbourne, digamos, o coração da cidade, abrange uma área de cerca de 36 quilômetros quadrados e tem uma população de cerca de 80.000 habitantes. É onde está localizado o centro comercial, financeiro e político da cidade, e é onde encontramos o maior número de opções de lazer e cultura. É lindíssima, uma mescla de arquitetura antiga (muitos dos belos edifícios foram construídos a partir de 1850) e moderna, lindos parques e várias pontes sobre o rio Yarra que banha a cidade. A cidade é também banhada pelas tranquilas águas da Baía de Port Phillip.  Morar no coração de Melbourne é caro e confesso que não sei se vantajoso, pois é uma cidade agitada. Muitas pessoas moram nos subúrbios mesmo trabalhando na cidade, pois pode-se levar uma vida mais tranquila e, como o transporte público funciona muito bem, deixam os carros nas diversas estações de trem espalhadas pela Grande Melbourne e vão pra cidade de trem. Eu e Diego estamos morando em Croydon,  um dos vários simpáticos subúrbios que compõem a Grande Melbourne e que fica a 30 minutos da cidade. É um bairro delicioso, tranquilo, muito arborizado, e bem perto da minha escola.

Desde que chegamos já fomos até a cidade no Dia da Austrália (26 de janeiro), para assistir ao Grand Prix de Fórmula 1 no último dia  28 de março( Diego pirou! Tirou váaarias fotos!),  um outro dia apenas para passear pela cidade e Diego foi para reuniões de trabalho com os clientes australianos que ele já tem.

Abaixo algumas fotos e videos dos dias em que fomos à cidade!

 

Ganhamos essas duas entradas da Vodafone, patrocinadora da Formula 1 e de quem compramos um plano de internet 3G e nossos planos pós-pagos de celular.

Formula 1

 

Kings Domain

 

Desfile de bicicletas antigas no Dia da Austrália

 

Sydney Bowl – excelente local para shows ao ar livre!

 

Atravessando uma das pontes sobre o rio Yarra.

 

Fazendo palhaçada na estação de trem.

 

Centro comercial e rio Yarra.

 


Primeira jam session na Austrália

 

Sandra Paulka é uma australiana incrível com quem eu me correspondi do Brasil para me matricular no curso, e que me ajudou demais. Ela trabalhou por 17 anos na escola e decidiu mudar de rumos agora no início de 2010: vai dedicar-se à pintura (o que ela faz maravilhosamente bem) e ao violoncelo. Assim que chegamos aqui em Melbourne fomos até a escola conhecê-la e foi quando recebi a notícia, a qual me deixou de antemão saudosa mas também feliz em ver pessoas, assim como eu, com coragem para mudar o caminho da vida em momentos em que nossa alma chama. Nossa “convivência eletrônica” foi bastante intensa durante os momentos pré-viagem. Eu tive dificuldades junto à Embaixada da Austrália, correndo o risco de não conseguir o visto, e a Sandra foi uma peça fundamental no resultado positivo de toda a história. Ela torcia por mim e eu já gostava da energia dela desde o início.  Assim que foi com um grande prazer que recebemos o convite dela para uma noite de música e pizza no forno a lenha da casa dela. Foi uma noite deliciosa. A casa onde ela mora com o marido Peter é linda e muito aconchegante. A casa foi toda desenhada e construída pelo marido (inclusive o forno a lenha), outro australiano muito simpático com quem eu já havia conversado ao telefone do Brasil, em um momento de tensão por uma documentação da escola que não chegava nunca. Éramos apenas sete convidados: eu, Diego, a Vivian (nossa amiga pauliistana que conhecemos aqui), a Gail (uma amiga da Sandra), o Phil, Tiana (natural da Sérvia) e Claire, estes três últimos cursando o segundo ano do curso que estou fazendo. Tomamos vinhos deliciosos (aqui tem muitas vinícolas por perto, logo vinhos ótimos e baratos), montamos nossas próprias pizzas, batemos papos leves e nutridores, e Diego pôde matar sua vontade de tocar sax, pois o final da noite foi regado com música de qualidade produzida pelo  sax soprano do meu gatão, dois violões, percussão e flauta. Foi dessas noites em que voltamos para casa num estado de calmo êxtase (isso existe?), nutridos e flutuando, caso pudéssemos…

 

 


Page 37 of 39