Brincando de modelo

Eu e Diego fomos convidados pela Carolina Aguillera, cujos filhos também estudam na escola Steiner e cujo marido foi o primeiro cliente do Diego para construção de webpage aqui na Austrália, para desfilarmos na fashion parade da festa Ventana Latina 2010 no dia 13 de março. Esta festa acontece anualmente na praia de Frankston e visa celebrar a cultura latino americana, portuguesa e espanhola.

http://www.frankston.vic.gov.au/Events_-_Whats_On/index.aspx?itemDetails=13631&objectType=kms&selDate=2010-03-13

Foi divertido desfilar! Foi uma experiência nova, entre jovens (eu poderia ser tia de todos!) que também nunca haviam desfilado. Éramos amadores e voluntários, contribuindo para a realização de uma festa linda em um local também lindo! A Carolina pagou um hotel para nos hospedarmos na véspera do evento, e pudemos curtir a praia!!!! Foi nosso primeiro banho no Oceano Pacífico, em uma praia de água transparente, fria e revigorante.

Muitas gaivotas!

Descansando uma perninha…

Água-viva

Eu catando conchinhas…

De calça jeans na praia…. nunca imaginei…. mas no fim do dia começou a esfriar 🙂

O pôr-do-sol foi maravilhoso!

Sombra do meu fotógrafo predileto, marido, melhor amigo, companheiro de jornada…. e por aí vai 🙂

Esplendoroso Astro-Rei dando adeus mais uma vez…. e amanhã começa tudo de novo! Obrigada Mãe Gaia!

No dia seguinte o desfile aconteceu às 13hs. Foi rápido, eram apenas 3 músicas, mas nos divertimos até! Assim que tivermos fotos vou postar aqui – estou esperando nos enviarem.

Após o desfile eu fiz uma demonstração para as crianças de como fazer brigadeiro. Foi muito gostoso também. As criancinhas me ajudaram a enrolar as bolinhas – foi uma curtição!

Essa senhorinha super simpática é a Anne, ficou ao meu lado batendo papo enquanto eu fazia o brigadeiro.

Durante a demonstração as pessoas podiam fazer perguntas e eu contei sobre a história de como surgiu o brigadeiro (santa internet!).

Depois passei para o lado de lá do balcão para enrolar as bolinhas de brigadeiro junto com as crianças 🙂

Ah, e pudemos comer feijoadaaaaaaaaa!!!! Mal pudemos acreditar! Faltou a farofa, a couve e a laranja (humpf!), mas só de sentir o sabor do feijão preto e da carne de porco, foi uma maravilha! Mas agora uma novidade bombástica (rsrs): vou poder fazer minha própria feijoada, pois meu super maridão descobriu um mercado bem perto daqui de casa que vende feijão preto. Pensem numa brasileira feliz = eu cozinhando e comendo feijoada na Austrália! Já descobrimos também onde comprar farofa pronta (a nossa Yoki), e a couve ainda permanece um mistério: sempre procuro mas ainda não vi nenhuma folhagem parecida…. tem uma tal de silverbeet que até parece prima da couve, mas ainda não arrisquei… conto depois o resultado da minha aventura “Feijoada na Austrália”!


Irmão de alma

Ricky Ozimo é uma dessas pessoas ao lado de quem nos sentimos à vontade desde o primeiro oi. Mágico renomado, ganhador de vários prêmios, já tendo inclusive se apresentado em Hollywood, o cara é dono de um coração imenso, é doce e cativante. Ele fez muito sucesso por vários anos, ganhou muito dinheiro, mas é outra pessoa que também decidiu mudar de caminho e seguir o convite da sua alma. Abandonou a mágica (ainda não sabe se temporária ou definitivamente… de vez em quando me deixa maravilhada com algumas mágicas singelas e inesperadas), hoje mora em uma linda casa (que ele próprio construiu) em St.Andrews, dedica-se à música (toca gaita e sax) e à carpintaria, artes através das quais ele também mostra seu talento. Ele é amigo da dona do cottage em que moramos e o conhecemos durante um show da banda dele, Black Cat Bone, no St.Andrews Pub (http://www.standrewspub.com/). Ele e Diego identificaram-se desde o primeiro momento. Ambos são virginianos e agora se denominam “brothers”. Ele tem um sax tenor marca Selmer Mark VI com boquilha David Guardala, exatamente o sonho de consumo do Diego, algo em torno de AUD 10.000. Quando fomos conhecer a casa dele, Diego matou a vontade de tocar essa peça de arte musical – parecia criança, foi bonito de ver J E o Ricky acabou comprando um sax soprano inspirado no do Diego, que ele tocou e gostou. Diego vai tocar com a banda dele no próximo show que eles farão no St.Andrews Pub – vou gravar e mostro para vocês! Abaixo dois videos do Ricky fazendo mágica e música:

http://www.youtube.com/watch#!v=3v9NaTm81oQ&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=9bZiNLOdhys


Melbourne City

A cidade de Melbourne, digamos, o coração da cidade, abrange uma área de cerca de 36 quilômetros quadrados e tem uma população de cerca de 80.000 habitantes. É onde está localizado o centro comercial, financeiro e político da cidade, e é onde encontramos o maior número de opções de lazer e cultura. É lindíssima, uma mescla de arquitetura antiga (muitos dos belos edifícios foram construídos a partir de 1850) e moderna, lindos parques e várias pontes sobre o rio Yarra que banha a cidade. A cidade é também banhada pelas tranquilas águas da Baía de Port Phillip.  Morar no coração de Melbourne é caro e confesso que não sei se vantajoso, pois é uma cidade agitada. Muitas pessoas moram nos subúrbios mesmo trabalhando na cidade, pois pode-se levar uma vida mais tranquila e, como o transporte público funciona muito bem, deixam os carros nas diversas estações de trem espalhadas pela Grande Melbourne e vão pra cidade de trem. Eu e Diego estamos morando em Croydon,  um dos vários simpáticos subúrbios que compõem a Grande Melbourne e que fica a 30 minutos da cidade. É um bairro delicioso, tranquilo, muito arborizado, e bem perto da minha escola.

Desde que chegamos já fomos até a cidade no Dia da Austrália (26 de janeiro), para assistir ao Grand Prix de Fórmula 1 no último dia  28 de março( Diego pirou! Tirou váaarias fotos!),  um outro dia apenas para passear pela cidade e Diego foi para reuniões de trabalho com os clientes australianos que ele já tem.

Abaixo algumas fotos e videos dos dias em que fomos à cidade!

 

Ganhamos essas duas entradas da Vodafone, patrocinadora da Formula 1 e de quem compramos um plano de internet 3G e nossos planos pós-pagos de celular.

Formula 1

 

Kings Domain

 

Desfile de bicicletas antigas no Dia da Austrália

 

Sydney Bowl – excelente local para shows ao ar livre!

 

Atravessando uma das pontes sobre o rio Yarra.

 

Fazendo palhaçada na estação de trem.

 

Centro comercial e rio Yarra.

 


Primeira jam session na Austrália

 

Sandra Paulka é uma australiana incrível com quem eu me correspondi do Brasil para me matricular no curso, e que me ajudou demais. Ela trabalhou por 17 anos na escola e decidiu mudar de rumos agora no início de 2010: vai dedicar-se à pintura (o que ela faz maravilhosamente bem) e ao violoncelo. Assim que chegamos aqui em Melbourne fomos até a escola conhecê-la e foi quando recebi a notícia, a qual me deixou de antemão saudosa mas também feliz em ver pessoas, assim como eu, com coragem para mudar o caminho da vida em momentos em que nossa alma chama. Nossa “convivência eletrônica” foi bastante intensa durante os momentos pré-viagem. Eu tive dificuldades junto à Embaixada da Austrália, correndo o risco de não conseguir o visto, e a Sandra foi uma peça fundamental no resultado positivo de toda a história. Ela torcia por mim e eu já gostava da energia dela desde o início.  Assim que foi com um grande prazer que recebemos o convite dela para uma noite de música e pizza no forno a lenha da casa dela. Foi uma noite deliciosa. A casa onde ela mora com o marido Peter é linda e muito aconchegante. A casa foi toda desenhada e construída pelo marido (inclusive o forno a lenha), outro australiano muito simpático com quem eu já havia conversado ao telefone do Brasil, em um momento de tensão por uma documentação da escola que não chegava nunca. Éramos apenas sete convidados: eu, Diego, a Vivian (nossa amiga pauliistana que conhecemos aqui), a Gail (uma amiga da Sandra), o Phil, Tiana (natural da Sérvia) e Claire, estes três últimos cursando o segundo ano do curso que estou fazendo. Tomamos vinhos deliciosos (aqui tem muitas vinícolas por perto, logo vinhos ótimos e baratos), montamos nossas próprias pizzas, batemos papos leves e nutridores, e Diego pôde matar sua vontade de tocar sax, pois o final da noite foi regado com música de qualidade produzida pelo  sax soprano do meu gatão, dois violões, percussão e flauta. Foi dessas noites em que voltamos para casa num estado de calmo êxtase (isso existe?), nutridos e flutuando, caso pudéssemos…

 

 


Meu curso e como me tornei Nina

Estou simplesmente encantada com o meu curso! Cada novo aprendizado confirma a minha radical mudança de profissão e me faz sonhar com o momento em que estarei em sala de aula ensinando as criancinhas, ajudando-as a se tornarem seres humanos mais inteiros e amorosos. Somos uma turma de 42 alunos, dentre os quais apenas 6 homens. A grande maioria são australianos, mas há também dois sul-africanos, uma inglesa, uma chinesa, uma coreana, uma indonesiana e eu. No primeiro bimestre minhas matérias teóricas foram Evolução da Consciência, Desenvolvimento da Imaginação, Fases de desenvolvimento, Ciência do saber e Ciência Espiritual, e as matérias artísticas/práticas foram Cerâmica (fiz peças que amei! abaixo fotos de duas delas), Pintura, Artesanato (estou fazendo um lagarto de feltro), Contação de Histórias (tivemos que contar Três Porquinhos, Rapunzel, Branca de Neve – delícia!), Teatro (as aulas são fantásticas!! No fim do ano vamos representar “Sonho de uma noite de verão” de Shakespeare!), Euritmia (http://sab.org.br/euritmia/), Desenho de formas, Coral, Festivais e Ginástica Bothmer, todas com origem na Antroposofia desenvolvida por Rudolf Steiner. A cada bimestre temos três semanas de férias, e assim será por 2 anos.

Essa é a “Love seed”, ou semente de amor, e eu simplesmente me apaixonei por ela! Ela veio surgindo, lentamente, a partir de uma simples esfera de cerâmica e quando vi, começaram a surgir corações em vários angulos. Pedi ao Diego para tirar várias fotos para tentar mostrar todos os corações 🙂

Essa é a Summer! Também veio surgindo lentamente…

Me apresentei na escola como Nina, e é assim que todos me chamam aqui – acho lindo esse apelido, e é uma homenagem ao meu lindo afilhadinho Rohy, de quem sinto muitas saudades. Quando ele estava aprendendo a falar não conseguia falar Karina e me chamava (e ainda me chama) de Nina. Estou adorando ser Nina!!! Te amo Rohy, muito e pra sempre 🙂 Eu, Diego e Teo estamos com muitas saudades de você!

Rohy no quarto de meditação :)

Esse é o Rohy! É um menino encantador, sensível, inteligente, sábio.

Eu e Rohy, meu afilhadinho lindo!

Eu e Rohy

Nós em Recife

Meus abraços ficaram famosos na escola. Desde o início das aulas eu sempre chegava de manhã e abraçava calorosamente todos que cruzavam meu caminho. Algumas pessoas entregavam-se aos meus abraços, outras mantinham uma certa barreira. Mas eu continuava abraçando a todos. Hoje, após 2 meses de convivência, as pessoas vêm até mim me pedir abraço quando eu porventura não as abracei, já citaram meus abraços em uma roda de expressão de “destaques” do curso, e me compararam à Amma (http://www.amma.org/), a indiana considerada a santa do abraço e que viaja pelo mundo dando abraços que curam e é reponsável por um maravilhoso trabalho humanitário. Estou bem longe de desempenhar o compassivo trabalho da Amma, mas fico muito feliz em saber que meus abraços trazem alegria, conforto, alívio e também são cheirosos – sim!! Minha Colônia Mauá é um sucesso total aqui (http://www.jet.com.br/perfumesmaua/)!

Já tive momentos de muita emoção durante o curso. A primeira coisa que fazemos diariamente é cantar. Aprendi canções lindíssimas e que me tocaram muito, me fazendo derramar lágrimas de felicidade, que realmente lavaram minha alma. Semana passada (30 de março) cantamos as músicas que ensaiamos no coral para um grupo de idosos. Foi indescritível a energia de amor que se derramou sobre o ambiente. Em alguns momentos tive dificuldade de cantar devido ao nó na minha garganta. Mas também eram lágrimas de pura felicidade e amor. Outro momento inesquecível aconteceu no dia 22 de março durante o horário de almoço. Nosso horário na escola é de 9 às 14:30 e, portanto, fazemos lanche da manhã (que eles chamam de Morning Tea) às 10:45 e almoçamos às 12:15. Nesse dia, após o almoço, eu estava conversando com o James e a Angela sobre várias coisas, basicamente curiosidades deles sobre a nossa vida no Brasil. Até que o James me perguntou se eu queria voltar para o Brasil após o curso. Eu respondi que tenho vontade de ficar aqui por alguns anos se eu e Diego tivermos sucesso no nosso plano de tirar o visto de residência permanente. Durante o tempo que ficar aqui quero ganhar experiência trabalhando com a Pedagogia Waldorf e quem sabe realizar o meu sonho quando voltar para o Brasil. Eles ficaram curiosíssimos em saber qual é o meu sonho. E eu contei que nada me deixaria mais feliz do que poder abrir uma escola em uma comunidade carente do Brasil, pois as escolas Waldorf são caras e, portanto, não acessíveis à população de baixa renda, mas que era um sonho difícil de realizar, pois conseguir ajuda do Governo Brasileiro é tarefa árdua. Assim que terminei de contar o meu sonho, os dois estavam me olhando boquiabertos, ambos me mostrando os braços arrepiados de emoção (“Look Nina, we’ve got goose bumps!”), e me dizendo que tinham certeza que eu vou conseguir realizar meu sonho! Havia uma energia poderosa no ar, talvez nossos anjos protetores, nossos Eus Superiores, ou o nome que quisermos dar, mas o fato é que todos ficamos emocionados, eu chorei (claro!), agradeci a eles pelo especial momento e nos abraçamos para “selar” a energia de realização! Foi lindo! James até prometeu que vai fazer uma apresentação de mímica para as criancinhas na minha futura escola! Se o meu sonho vai ou não tornar-se realidade, o futuro dirá, mas uma coisa é certa: havia ali uma nutridora energia de amor, que nos envolveu e tocou nossas almas e corações. Obrigada aos nossos amigos espirituais que coroaram esse momento! Jamais esquecerei.


Pássaros lindos e super diferentes

Nós estamos encantados com a diversidade de belos pássaros aqui na Austrália. Tanto em St.Andrews quanto aqui em Croydon onde estamos morando agora, eles estão sempre nos maravilhando com a beleza das suas cores e com seus belos e inusitados cantos – o Magpie tem um canto que soa digital, acreditem! Abaixo algumas fotos e videos para tentar ilustrar esse presente diário da Mãe Gaia.

 

Casal de magpies – parecia uma dança do acasalamento!

 

Magpie no campo de futebol da escola

 

Ele de novo, espalhando seu canto digital!

 

Essa é a Lorikeet. Profusão de cores!

 

Australian Birds

Cacatua de crista amarela – linda, imponente e um canto bem alto e característico.

Australian Birds

Não sei o nome dele, mas é lindo não?! Amo o topete 🙂

 

Essa é a Rosella vermelha e vem nos visitar toda tarde, ela adora os frutinhos da árvore que tem no nosso quintal. Diego tirou essas fotos do escritório dele.

 

Australian Birds

Esse é lindo, cinza e cor-de-rosa! E com certeza é da família do papagaio 🙂

Australian Birds

Cacatua de crista amarela em pleno vôo!

 



Esse video Diego fez na escola enquanto me esperava terminar a limpeza do jardim de infancia (ainda estavamos em St.Andrews)



No dia em que recebemos a resposta positiva da imobiliaria pro nosso novo cantinho 🙂


A saga do carro

Preciso voltar um pouco no tempo, para contar sobre a saga do carro. Assim que nos vimos em St.Andrews, isolados da civilização, sem transporte público e dependendo da dona da casa para qualquer coisa, até para fazer supermercado, pois nem um centro comercial existe na redondeza, resolvemos que tínhamos que comprar um carro. Estabelecemos um valor de 2.000 dólares para a aquisição, e com isso poderíamos comprar um bom carro, pois é muito barato aqui. O esquema era o seguinte: selecionávamos os carros que queríamos ver através de um site de anúncios na internet, alugávamos um carro por um preço bem baixo e rodávamos por toda Melbourne guiados pelo nosso fiel amigo GPS, o qual compramos assim que iniciamos a saga “comprar carro”. Para comprar carro aqui e transferi-lo para o seu nome é preciso exigir o RWC (Road Worthy Certificate) e o registro junto à Vicroads, autoridade competente. O registro vale por um ano, é afixado ao vidro dianteiro do carro, e equivale ao nosso DUT brasileiro, ou seja, não é necessário andar com documento do carro na carteira. O RWC  garante que o carro está em perfeitas condições mecânicas de rodar. Eu e Diego vimos vários carros, talvez uns 15, até nos decidirmos por um Magna da Mitsubishi ano 93. O carro estava sendo vendido por um mecânico chamado Toni, natural de Israel, e ainda necessitava de alguns ajustes para a expedição do RWC. O acordo foi que ele pagaria o aluguel do nosso carro (dada a nossa urgência) até o Magna ficar pronto, o que aconteceria em uma semana. Pensem num sujeito enrolado e tripliquem. Após essa primeira semana, ele ainda nem havia começado a fazer os consertos no carro, e pediu para adiantarmos alguma grana. Confiamos nele e demos 900 dólares. Ele pediu mais uma semana. Após o fim dessa segunda semana, tudo igual, ou seja, nada de carro pronto e ele pagando o aluguel do carro que estávamos usando. Diego então pediu a grana de volta. Ele ofereceu um carro emprestado e pediu mais 1000 dólares (!). Nós já havíamos gastado tanto tempo rodando atrás de carro, que estávamos com preguiça de começar tudo de novo. Resolvemos aceitar o trato: pegamos o carro dele e demos mais 1000 dólares, mas super inseguros. Essa novela durou mais duas semanas até recebermos uma ligação do Toni dizendo que já havia agendado o horário na Vicroads para finalmente transferir o carro para o nosso nome. Diego me ligou super feliz, eu peguei uma carona com uma colega da escola até a cidade e de lá peguei um trem para encontrar com o Diego na Vicroads, crente que voltaríamos para casa no nosso carro. Que nada. O Toni havia ligado para o Diego dizendo que o carro não havia passado na vistoria do RWC, ou seja, não seria possível fazer a transferência na Vicroads. Aí Diego perdeu a paciência de vez, pegou o dinheiro de volta (graças a Deus o Toni é enrolado mas é honesto!) e resolvemos encerrar a saga carro, já que onde estamos morando agora temos acesso fácil a trem e ônibus, os quais funcionam muito bem em Melbourne – super pontuais.

 


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