No agora agorinha, eu vivo

"A felicidade não é um destino, mas um estilo de vida." Nós compramos esse quadro porque acreditamos e tentamos viver de acordo com os dizeres. Mas eu achei que ele precisava de um pouquinho de alegria e fiz uma arte com tecidos!
“A felicidade não é um destino, mas um estilo de vida.”

A ferida é um lugar por onde a luz pode entrar, disse o poeta Rumi. Essa sábia frase sintetiza bem a tônica do meu 2014. Há exatos 12 meses publiquei um post dando adeus a 2013, que foi pra mim um ano corrido, cansativo, mas de crescimento;  nesse mesmo post, eu dava as boas vindas a 2014, desejando que trouxesse alegrias, auto-perdão, equilíbrio e a sabedoria de viver no agora. Também desejei ser livre.

E 2014 realmente trouxe muitas alegrias: eu deixei um emprego que já não me satisfazia; recebemos a cidadania australiana: viva, viva, viva!!!; passamos 7 semanas no Brasil – visitamos a Chapada Diamantina pela primeira vez, fomos padrinhos de casamento do cunhadinho e da cunhadinha mais lindos do mundo, nutrimo-nos do amor dos amigos e da família, e matamos as saudades da Chapada dos Veadeiros e do céu de Brasília. E quando voltamos do Brasil, encontramos um novo aconchegante cantinho num bairro super cool de Melbourne, e na mesma semana em que mudamos de casa, eu comecei a trabalhar num jardim de infância Waldorf que é simplesmente um sonho. Sem contar o amor dos amigos daqui de perto, que cresce lindo e forte a cada dia.

Mas o medo abriu uma ferida enorme no meu peito. O medo me fez esquecer dos tantos motivos para ser alegre e grata. O medo bloqueou o fluxo do amor em mim. O medo de não ser capaz de gerar vida nova dentro do meu útero, me paralisou. E eu, que sou dada a gargalhadas altas e um olhar otimista perante a vida, vi-me sem luz, pálida, insípida e vaga. Sorrateiro, ocultado por infinitas justificativas, o medo tomou meu coração. E eu sofri; me encolhi. A pavorosa idéia de não conseguir engravidar, fez com que eu bloqueasse a vida em mim. Inapta a criar vida, parei também de criar o que quer que fosse. Parei de escrever, parei de fazer arte, parei de meditar, parei de me encantar com a vida linda que continuava pulsando lá fora. O medo é mestre nisso. Caminhava pelos dias num sonambular só, totalmente esquecida da resplandecente luz que eu sou.


Namastê *

Delícia de mimo!
Delícia de mimo!

 

Cheguei em casa e encontrei essa surpresa. Meu coração, que nesse dia muito precisava de mimos, encheu-se de luz. Algo simples, feito com amor e criatividade, e que fez grande diferença no meu dia. Sempre é possível fazer diferença na vida dos outros, e às vezes bastam alguns minutos, que farão brotar sorrisos na alma de alguém. À Lily, o meu amor e gratidão. Namastê.

 *A palavra Namaste (pronuncia-se Namastê) é composta de duas palavras sânscritas: Nama (reverência, saudação) e Te, que significa você. Em suma, “O Deus que habita em mim saúda o Deus que há em você”.


Papo de criança é tudo #9

Essa mãozinha linda é do Tiago. Achamos um arco-íris no corredor e ficamos brincando com o cristal.
Essa mãozinha linda é do Tiago. Achamos um arco-íris no corredor e ficamos brincando com o reflexo dele no cristal.

– Mãe, eu não quero tomar banho de chuveiro, quero tomar banho de banheira. – queixou-se a Sofia, 6 anos, à Luciana, mãe dela e minha amiga, a qual retrucou:

– Sofia, hoje você vai tomar banho de chuveiro porque precisa lavar o cabelo que está sujo de cloro por causa da natação.

– Mas mãe, eu já te disse que não gosto de tomar banho de chuveiro.

– Sofia, já pro chuveiro, já te expliquei.

– Mas mãe, da mesma forma que você não gosta de barata eu também não gosto de tomar banho de chuveiro.

– Tiago, a vida é boa demais, não é?

– É sim. – me responde o fofo menino de 4 anos, e depois acrescenta: – Sabe porque a vida é boa, Nina?

– Por que, Tiago?

– Porque a gente pode fazer coisas. – Sábio e simples assim!

O Felix entrou na sala segurando um cristal na mão. Atrás dele, indignado vinha o Jack. Ambos têm 3 anos e meio.

O Felix foi logo falando:

– Nina, eu achei esse cristal no jardim. – Ao que o Jack retrucou:

– Eu trouxe esse cristal hoje da minha casa e deixei cair no jardim. – e eu sabia que o Jack estava falando a verdade, pois assim que chegou naquela manhã, veio mostrar o cristal todo orgulhoso. Eu então expliquei pro Felix:

– Felix, esse cristal realmente é do Jack, ele me mostrou hoje de manhã quando chegou no jardim de infância.

– Mas eu achei no jardim.

– Eu sei, Felix, mas você achou porque o Jack deixou o cristal cair. Você precisa devolver o cristal pra ele.

– Mas eu também quero um cristal. – me respondeu, já quase choramingando, o Felix.

– Já sei, Felix, você devolve o cristal pro Jack e vai procurar outro no jardim. – Ele pareceu satisfeito com a idéia, pois esboçou um meio sorriso, devolveu o cristal pro Jack e voltou pro quintal. Daí a menos de um minuto, voltam os dois na mesma composição, o Felix na frente, o Jack atrás. O Felix estendeu a mãozinha vazia na minha direção e anunciou:

– Nina, olha que cristal lindo que eu achei!

– Nossa, Felix, ele é muito lindo mesmo, estou vendo todas as cores do arco-íris nele. Você achou um cristal muito especial. Coloque no seu bolso pra você não perder. – Ele sorriu aberto e seguiu meu conselho. O Jack só observava. O Felix começou a caminhar em direção ao jardim, mas parou, olhou pra mim e esclareceu:

– Nina, o meu cristal é invisível. – Eu segurei o riso e encorajei:

– Eu sei, Felix, ele é muito especial. – Ele sorriu satisfeito e voltou confiante pro jardim. O Jack esperou que ele saísse, e cochichou, me mostrando o cristal:

– Nina, mas o meu cristal não é invisível não, ele é de verdade! – e voltou, orgulhoso, pra brincar no jardim.

Os posts publicados sob o título “Papo de criança é tudo” são frutos do meu contato com crianças nos jardins de infância Waldorf em que trabalho  ou já trabalhei aqui na Austrália. Elas têm de 3 a 5 anos e uma luz linda no coração!


34 primaveras

Feliz aniversário, amor maior da minha vida! Você é a melhor coisa que já me aconteceu. Desejo que todos os seus sonhos se realizem, pra que a sua linda luz brilhe cada vez mais forte. É uma verdadeira benção ter você caminhando ao meu lado aqui nessa Terra. Que todos os dias caminhemos sem medo, altivos, com os corações pulsando em êxtase.
Te amo, te amo, te amo!

niver diego
Comemoramos o aniversário dele no Penny Black, um pub bem descolado situado no bairro de Brusnwick. Ele tocou com a banda Yarra Banks, com a qual já vem tocando há alguns meses. O bolo que vocês viram no vídeo foi surpresa, ele não suspeitou de nada. Amo fazer surpresas pro meu negão!

 

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Desde que chegamos do Brasil, ele começou a brincar de praticar equilíbrio na slackline. Eu também tentei e não é fácil não, mas quero continuar tentando. Ele já está infinitamente melhor que eu.

 

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Feliz aniversário, marido mais lindo do mundo inteiro!!!! Love you!

Mais um novo ciclo de vida!

Há 42 anos eu cá estou. Mas só a partir dos 33 é que encontrei minha essência, minha luz interior, essa que venho aprendendo a alimentar diariamente. Logo, estou completando 9 anos de vida nova, de vida vivida com alma resplandecente. E pra resplandecer me basta o sol, a lua, o mar, o belo canto de um pássaro, aconchegar-me no corpo quente do marido mais lindo do mundo, meditar, cantar, dançar, conversar com gente interessante, assistir a um bom filme, ouvir boa música, exercitar meu corpo físico, fazer arte, brincar com uma criança, pisar na grama molhada de orvalho… e por aí vai, é uma lista infinda de prazeres simples.
9 anos, um ciclo que se fecha, outro que se inicia. E quando olho pra trás e analiso minha trajetória dos 33 até hoje, consigo mesmo ver uma evolução, um desenrolar de aprendizados, um desabrochar de amores próprios. Reconheço a coragem em caminhar guiada pelo meu coração. Vejo os medos profundos transmutando-se em multicoloridos fogos de artifício d’alma. Vejo a leveza da alma alegre ancorando com firmeza meu ser terreno. Sinto a chegada de novas bençãos. E agradeço todos os dias o presente que é viver, ao invés de apenas sobreviver. E não me preocupo. Vivo. Amo. E rio, sempre e muito.

Feliz novo ciclo de vida resplandecente pra mim!!!

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Um dia em Bright

Foi só uma noite e um dia, e pra comemorar o aniversário do Thiago, mas foi delicioso. O amor dos amigos preenche a alma, o coração e a mente. Map-2É presente valioso, assim como foram os ares (friiiios) e a paisagem da linda Bright, e também aprender a cantar o “Canto de um povo de um lugar” do Caetano Veloso, canção que me foi ensinada pela Marina e pela Rosianne. Cantamos, cantamos e cantamos, vez após vez, como num doce mantra que coroou o amor que pairava ali, doce e inabalável.

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A letra está logo abaixo, aumente o volume e cante conosco e com Caê!

Canto de Um Povo de Um Lugar
(Caetano Veloso)

Todo dia o sol levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia

Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde

Quando a noite a lua mansa
E a gente dança
Venerando a noite

Madrugada, céu de estrelas
E a gente dorme
sonhando com elas

 

 


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